Alucinações pós prova 

Depois de uma prova de 44km (sobre a qual falarei brevemente)  chegada a hora de descanso.  Olhinhos fechados. Passo a noite a correr em trilhos ( como se não tivesse corrido já o suficiente)   O sonho de tão intenso que é obriga me a uma interrupção no sono para abastecimento na caixa de bolos que felizmente se encontrava no quarto. 
 

Alenquer Xmas Trail – 22km

Domingo, a segunda dose do fim de semana servida com 22km em Alenquer.

Não tão acessivel como o percurso Ericeira Trail Run , subidas mais acentuadas e em maior quantidade. O meu desespero começou logo nos primeiros 2km da prova ainda sem termos entrada nos trilhos, vindo eu a um ritmo abaixo de 6′ mas já sem ver ninguém atrás de mim (desmotiva qualquer um). Recuperamos na primeira subida, mas ao longo da prova as coisas não correram tão bem como suposto, mas o mais importate foi que não desistimos e chegamos ao fim para receber a nossa bela e merecida medalha.

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Ericeira Trail Run – 19Km

O Fim de Semana chegou no Sábado e as corridas também. Sendo as ultimas do ano a despedida tinha de ser em grande.

Sabádo de manhã cedinho, lá estava eu na Ericeira pronta para inicar a maratona de dois dias.

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Foram 19Km pelas estradas e trilhos de Ericeira num Trail bastate acessivel, que pouco sofriemento me deu, fazendo com que eu concluisse o percurso mais cedo do que esperava.

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Confesso…

Eu sou aquela – maluquinha – que numa corrida mesmo tendo praticamente toda a gente à minha frente (só para não parecer tão mal em dizer que sou quase a última), estou constantemente a dar apoio aos que vem em sentido contrário e à minha frente.

Juro que não andei a tomar nada, muito menos fumar (que isso faz mal aos pulmões), mas às vezes dá me para isto.

A motivação do chocolate

Mais um dia em que sabia que devia ir correr, embora não tivesse vontade nenhuma de o fazer.
Chegar a casa depois do trabalho não fez a vontade aparecer
O tempo, como em tom de cumplicidade, não sorriu, sugerindo que o melhor era eu ficar sossegada em casa embrulhada num edredão.
Obriguei me a comer 4quadradinhos de chocolate, na esperança que esses quadradinhos ao aumentarem o peso do meu cu aumentassem também o peso na minha consciência, e que essa então me obrigasse a meter este cu pesado em movimento.
Lá sai de casa, reticente, e pela primeira vez – que me lembre- durante os breves minutos em que o relógio procurava o sinal GPS dei comigo a lutar contra uma louca vontade de voltar de imediato para casa.
O relógio apanhou finalmente o sinal, segui caminho, num percurso rotativo,  uma volta, seguida de uma segunda, uma terceira e uma quarta. 7km no total.
O objectivo que tinha para hoje foi cumprido. E afinal não custou assim tanto.
Só um bocadinho vá….

O pior que pode acontecer a um corredor.

Qual será a pior coisa que pode acontecer a um corredor, seja ele profissional ou não??

Preguiça, falta de vontade, falta de ar, dificuldades em respirar, dor de burro, cólicas, dores musculares, lesões.
A Chuva que impede de sair à rua ou que aparece sem ser convidada a meio do treino.
Uma poça de água pisada que deixa o ténis (ou sapatilha, se preferirem) encharcado.
Um dos atacadores que se resolve soltar a meio do treino,  no preciso momento em que estávamos com a pica toda.
O vento forte que vem em sentido contrário.
O senhor que deve ter o triplo da nossa idade e que nos ultrapassa.
Entre muitas outras situações.

Mas nada se compara a este momento..

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O momento em que ficamos sem bateria no relógio a meio de um treino.

Quase se perde a vontade de continuar.

A culpa é da maldita tecnologia que nos habituou mal, e nos leva a entrar em paranóia, complicando coisas que deviam ser simples.