Segunda-feira 

Aqueles momento de ponderação…

“levanto-me?! Deixo-me ficar?! Levanto-me!!  Deixo-me ficar!! 

” vou!! Não vou!! Vou!! Não vou!! 😴
“valerá a pena?”

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O ultimo dia do ano

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Aparentemente 2017 não foi entusiasmante o suficiente, pelo que no ultimo dia do ano, ao fim da tarde depois de um dia de trabalho (sim há quem trabalhe ao domingo) ,  apanhei juntamente com o Belinho em Lisboa um autocarro com destino ao Porto. Algo preparado já com antecedência. Depois da correria do trabalho para a estação sempre com medo de ter de ir a correr atrás do autocarro dado o curto espaço de tempo que dispunha, conseguimos tranquilamente sentar nos prontos para seguir viagem. A tranquilidade durou pouco tempo, demos por nos a caminho do Porto num autocarro que mais parecia a caminho de Espanha numa viagem de finalistas. Eu teria conseguido viver bem com isso, apesar de gostar do silencio e a criançada estar a fazer a habitual algazarra, não fosse o facto de ter de ficar parada 30 min a meio do percurso, e ser obrigada a sair do autocarro para uma revista da GNR por os meninos se terem lembrado de fumar tabaco de rir dentro do autocarro. Podia ter corrido  mal, podíamos ter ficado pelo caminho ou passar a passagem de ano dentro do autocarro por causa dessa brincadeira , conseguimos seguir viagem, chegamos a tempo de jantar ainda e 2017 e fazer a contagem decrescente para 2018.

 

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#confesso 

Confesso…que não sei como me vestir no inverno!

Olho para o armário e para o que lá habita  e vejo me no dilema de tentar ser fashion mas passar um frio dos diabos (tremer queima calorias , certo?) ou desisto, metendo de lado qualquer hipótese de me assemelhar a uma senhora bem vestida, e rendo me ao conforto e calor da roupa desportiva e polar .

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Dá para passarmos esta fase de inverno rápido ?

Fiz 42km, mas não sinto que tenha feito uma maratona

Faz hoje uma semana .

Acordei ainda nem 5horas eram, sem grande entusiasmo. No caminho para Cascais cruzamos nos com com os jovens que estava a terminar a noite, o que me fez sentir por momentos um pouco de inveja.

Já em cascais, enquanto aguardávamos pela chegada de uma amiga, fomos abordados por um senhor, que aparentando ter tido uma noite carregada de alcool -pareceu me mais lúcido que nós- tendo-se deparando-se com uma multidão de pessoas vestidas com tshirts calções e ténis, nos questionou qual o motivo pelo qual nós fazíamos isso, pois ele nao conseguia perceber.

Realmente, o que é que leva uma pessoa normal a acordar de madrugada para apanhar comboio para cascais, para dai ir a correr ate ao guincho e voltar depois para trás em direcção ao terreiro do paço?!

Sem que tivéssemos esclarecido devidamente o Sr. seguimos caminho para a partida.

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8h ,é dado o tiro de partida e inicia-se a viagem.

Corri, corri, tentei aguentar, caminhei, voltei a correr, ganhei pica, perdi a pica, voltei a caminhar, depois do Estoril fiquei sozinha, arranjei forma de me distrair, liguei os phones, tirei fotos, tirei selfies, fui ultrapassada por um casal que levava um carrinho de bebé, voltei a correr, em Caxias ultrapassei 3 quenianos , incentivei uma pessoa a continuar, voltei a caminhar, fui incentivada a correr ,senti vergonha, voltei a correr, fiz telefonemas , desesperei com o calor, senti dores,  percebi que doía menos se corresse, cansei me de correr, aos 40km em santos tive abastecimento de cerveja que me soube pela vida, fiz os últimos 900 metros a correr ate á meta, cheguei antes das 6h (tempo máximo dado pela organização), tirei a foto da chegada, beijei o meu namorado,  mas já não tive direito a banana da madeira, nem ao gelado da olá. Tirei mais umas fotos, fui para casa, tomei banho, almocei e fui trabalhar .

Deveria ter me sido orgulhosa, radiante de felicidade apesar de todas as dores, sei que 42km nao é para todas à gente, mesmo intercalando com caminhada, mas o que sinto é um vazio, a falta de algo, e foi este o motivo pelo qual há duas semanas atrás pensei em adiar esta distancia, sabia que no estado em que estava, sem ter treinado devidamente, conseguia concluir a distancia mas não iria fazer a prova que gostaria de ter feito, e sentir o entusiasmo que devia ter sentido. E foi o que realmente aconteceu.

Meter o orgulho de lado 

Já foram várias as vezes em provas de corrida em que perdi as forças e tive vontade de desistir. o orgulho tem me impedido sempre e levando me sempre até ao final.

Mas como em tudo, há sempre uma primeira vez, e ontem foi esse dia em que  meti o orgulho de lado e decidi não levar uma prova até ao fim, na meia maratona Ribeirinha, na moita. Os motivos foram vários, calor, cansaço, falta de vontade, e uma ambulância a  200m de distância de mim a fechar a prova,  a decisão final chegou ao passarmos junto a meta de chegada, onde decidimos não continuar . De 21km foram 9 os que ficaram por fazer.  

Ficou um sabor agridoce, mas terá sido a melhor decisão.