Bichinho no capacete

Um dos motivos pelos  quais eu gosto de andar de mota, é da paz e da possibilidade que eu tenho de ficar a sós com os meus pensamentos.

O meu momento a sós. Eu a mota e a estrada ( e também algumas azelhas que aparecem pelo caminho)

E porque é que eu venho com esta conversa agora?!

Pois bem…o Belelinho lembrou-se à uns tempos de comprar um bichinho do género demonstrado na imagem em baixo. Que finalmente “instalou”. E pretende que eu instalo um bichinho nestes no meu belo capacete.

Fonte: Imagens Google

E o que é isto?!! Isto é algo que põem em risco o silencio que eu tenho nas minhas viagens de mota, para alem não ficar nada bem – na minha opinião – no capacete.

Este bichinho que permite a conversação entre o condutor e passageiro do motociclo, permite também falar ao telemóvel enquanto se conduz ou ouvir a voz sensual da senhora do GPS a dizer “daqui a um kilometro vire à direita ” ou até mesmo ouvir as notícias de trânsito pela rádio , tudo isto por via bluetooth.

Defendendo-me já, antes de ser acusada de ser insensível e anti-social:

Amor, eu nem vou entrar pelas radiações via Bluetooth a que ia sujeitar o meu sensível cérebro, mas tu bem sabes que eu já me distraio o suficiente com o meio que me envolve, paisagens e acontecimentos ao meu redor, um zumbido destes dentro da minha cabeça seria mais um factor de risco, desnecessário. Mas… desde já  me comprometo em utiliza-lo, provisoriamente, enquanto à pendura, mas apenas em longas viagens. @

 

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Retratos de fim de semana #6

Este fim de semana resolvemos fazer uma “pequena” viagem de mota, com paragem por vários sítios, sendo o ponto principal, e o grande motivo da iniciativa desta viagem, a passagem pelo cabo Espichel.

O plano inicial era cada um ir na sua mais que tudo de duas rodas e termos Setúbal como destino a meio do dia, para almoçarmos o famoso choco Frito.

 Mas como os planos acabam sempre por sofrer alterações acabamos por fazer a viagem juntos, na mesma mota, comigo ao guiador, e não fizemos passagem por Setúbal.

Começando a nossa Viagem…

Marcamos o primeiro ponto do dia na lagoa de albufeira, onde estendemos a toalha por uns minutos (talvez  1h ou 2h)
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Seguimos dai, com as nossas toalhas arrumadas e seguimos em direcção ao Cabo Espichel.

Sem Mapa, sem GPS, seguindo apenas o instinto .

Ainda antes da chegada ao nosso destino, mas já próximos paramos para seguirmos as pegadas da Pedra da Mua

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 Depois de um percurso de cerca de 1Km lá chegamos ao local  onde avistaríamos as pegadas.

Seguiu-se ai a procura de um cache que se encontrava nas proximidades.
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E depois de um percurso de cerca de 2km, lá fomos nós , desta vez no veiculo até ao cabo Espichel
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Saindo do cabo Espichel, e fazendo um breve desvio , para caminharmos mais um pouco, junto ao Farol .
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No regresso, fizemos a paragem , programada, pelo castelo de Sesimbra.
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Há noitinha e para terminarmos bem  o dia, fomos assistir  ao concerto dos Azeitonas em Corroios
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13/100happydays

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Dia 13
Aproveitar aquela desperdiçada hora de almoço para ver o mar de perto.
Uma das coisas que me dá imenso prazer e felicidade, é percorrer a estrada da marginal, principalmente de mota.
Tendo o rio a beijar o mar como papel de fundo.
Chegar à praia, e mesmo sem por os pés na areia, ouvir o maravilhoso som do mar é o bónus, transformado num sentimento maravilhosa .

Nunca pensei fazer tamanha maldade à minha 2rodas

Como se já não bastasse a abstinência de andar nela por causa deste tempo que se tem acomodado por cá, tinha de lhe fazer uma coisa destas.

Nunca pensei tratar a minha duas rodas (tenho mesmo de lhe arranjar um nome decente) desta forma, fazer lhe isto, colocar lhe um emplastro, diminuir a sua estética.
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Tanto que à muito que andava a evitar esta compra, embora já tivesse o orçamento para tal.

Mas sei que é algo que de facto me dá jeito. Uma vez que não a utilizo só por lazer, e andar sempre de mochila às costas, encher todos os bolsos e mais alguns (mulheres)  tornar-se por vezes bastante complicado.  Este emplastro é por isto um mal necessário.

Bolas, estou tão… Mas tão arrependida de lhe ter feito isto.

Operação stop again

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Não consigo perceber, não tenho um grande motao e acho que também não me aparento com um bandido para ser mandada parar tantas vezes. 
Hoje Cai também por terra a teoria do belelinho, que diz que eu sou mandada parar tantas vezes por ser mulher. Pois bem amor,  hoje foi uma senhora que me mandou parar.

É a terceira paragem de mota em operações stop,  segunda no espaço de uma semana  -. –
Se das outras duas vezes  tinha deixado ficar os documentos da viatura em casa,  desta vez estava preparada e levava tudo certinho, pelo que desejei lá no fundo que me mandassem parar.  É lá estava a senhora à minha frente a mandar me encostar.  Parei a mota, desliguei,  abrir o capacete  e com um sorriso a querer virar riso mostrei tudo o que era preciso.

Agora que já mostrei que tenho os documentos da mota não me mandem parar mais,  POR FAVOR.

Volta ao mundo de mota

Um sonho para muitos mas que não é fácil para todos, dar a volta ao mundo de moto.

Confesso que tenho esse desejo, não digo a volta ao mundo – não sou assim tao ambiciosa – mas gostava imenso de fazer uma viagem de mota pela Europa , e fazer a popular Route 66, mas faze-la com uma Harley .

Nesta coisa de sonhos, há muitos que os conseguem agarrar-se a grande força de vontade, saem da sua zona de conforto e conseguem realiza-los.

Foi o que aconteceu a um casal argentino, Gustavo Cieslar e Elke Jeannette Pahl, que a 22 de Dezembro de 2003 partiram da argentina com a finalidade de dar a volta ao mundo cada um na sua YBR 125, Sim 125cc.

Yamaha YBR 125

“Milton” a mota dele

Yamaha YBR 125

“La Garota” a mota dela

 

O regresso ficou programado para 5 anos depois.

Sem patrocínios e sem  grandes poupanças percorreram  os 5 continentes, 40 países  chegando ao ponto onde partiram a  18 Abril de 2009.

O casal Guardou todas as memorias da viagem no site deles para poderem partilhar a realização do sonho com outros motociclistas.

No meio da minha pesquisa encontrei um outro casal Argentino , Marcos Guilhermo Volz, e Mariela Rocio Villar,  que também embarcaram nesta aventura cada um na sua YBR 125 estando ainda em viagem. Podemos acomapanhar a viagem deste casal em Desafio YBR.

Pelo vistos a minha menina tem capacidades de dar a volta ao mundo, quem sabe um dia não serei eu e o Belelinho a fazer uma viagem destas

Sorte no meio de azar

Em 4 anos de condução de carro fui mandada parar uma única vez. Quatro meses de mota e é a segunda vez que me mandam parar.
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Para meu azar em ambas as vezes que fui mandada parar de mota ia a caminho do treino,  tendo das duas vezes deixado os documentos da mota no outro casaco ( ao menos não esqueci do capacete).
Talvez o facto de respeitar esta profissão por vezes tão engrata e ter tido sorte de apanhar  agentes bem dispostos me tenham safo até agora.
Sendo que à terceira é de vez irei ter mais atenção a este esquecimento.