Aquele momento.. 

São várias as vezes que ouço:

“andar de mota é muito perigoso” ; “é que no carro a pessoa tem a chapa para proteger..” bla bla Whiskas saquetas..

Mas a verdade é que só no momento em que nos encontramos em circulação e nos deparamos com uma colisão ao nosso lado, chapa com chapa, que sentimos que friozinho no estômago!!  

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Dias maus

Quando isto acontece….

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Ainda mal tinha começado o dia e deixei-a ir ao chão, a minha primeira preocupação foi levanta-la, tornou-se algo impossível dado o peso dela e a falta de ângulo existente. Ainda não eram 8h  e ninguém passava na rua para que eu pudesse pedir ajuda. Sem ninguém em casa e sem querer incomodar alguém com um toque madrugador à campainha fui me tornando impaciente. Liguei ao meu chefe, informei que ia chegar atrasada. Por fim apareceu  alguém que me ofereceu ajuda e juntos la a metemos na posição normal. À primeira vista pareceu me ter sofrido apenas uns riscos mínimos, que me deixaram com um nó no peito, preparei-me para sair na mesma com ela, tentei ajustar o espelho direito sem sucesso, e quando vou testar a manete do travão sinto que algo não ficou mesmo bem, arrumo-a com a lágrima no canto do olho e vou de carro em sofrimento para o trabalho.

Podia ter ficado por aqui, podia ter sido só isto …só que não. Cheguei ao trabalho e foi problemas atrás uns dos outros a cair em cima de mim.  Este foi um daqueles dias em que mais valia não ter saído da cama!!

 

 

#Situação Dramática

E eu e ele. Ele a conduzir, eu alegremente à pendura da sua mota. Eis que, virando à direita damos com uma fila de carros imóveis sem hipóteses de passagem nem para uma mota. Ao fundo o motivo, uma subida capaz de pôr qualquer profissional no ponto de embraiagem a suar. E é então, sem saber muito bem porquê, que saio da mota e vou a pé.

 

Ainda me consigo rir

Depois de um dia cansativo com 9 horas consecutivas de trabalho com apenas uma pausa de 15min pelo meio para comer,
De começar a chover passado um minuto de eu ter saído,
E de encontrar a minha mota trancada por um carro.

Ainda me consigo rir…
A caminho de casa…
Observo, enquanto aguardo pela luz verde no semáforo, o entregador de pizza depois de mandar vir de todas as formas e feitios com os carros que não lhe facilitaram passagem, acender descontraidamente um cigarro enquanto espera, tal como eu, o sinal abrir . Do outro lado, dentro de um automóvel reparo numa barriga exibicionista que espreita por uma camisa de botões desapertados.

Nao estava planeado

16H e eu a sair do trabalho.

Enquanto esperava a mota aquecer dou conta da aproximação de um autocarro cheio de gente e com música, autocarro esse seguido por uma boa centena de motas.

Fui persuadida, quer pelas gentes do autocarro quer pelos motociclistas/Motards que vinham atrás, a juntar-me a eles. Dei por mim a pensar “E porque não?!” ,  e mesmo sem saber muito bem para onde iam a eles me juntei. E lá segui eu e a minha menina em marcha lenta acompanhada por um belo som ambiente até à praça do comércio.

 

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Uma concentração promovida pelo Clube Motard de Lisboa em parceria com o Rock in Rio Lisboa, com o objetivo de contagiar a cidade com o espírito rockeiro, numa antecipação do encontro motard agendado para o dia 27 de Maio na Cidade do Rock.